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Edivam Martins
Por Charlles Máximo
Em sua agradável sala de trabalho, Edivam Martins, 34, Diretor e proprietário do JORNAL DO ESTADO empresa de comunicação com sede em Itumbiara, que em maio completa 3 anos, conta nesta entrevista sua trajetória na imprensa local. Explica como fundou o extinto Jornal A Notícia e revela alguns projetos do JE para 2008.
Edivam faz uma analise da administração Zé Gomes Rocha e diz que o prefeito está fazendo para o povo, mas aponta falhas administrativas que a classifica como corrigíveis.
Natural de Uruçui-Pi, Edivam mora em Itumbiara desde 1987 quando chegou com sua família. Ele recebeu em 2006, da Câmara Municipal de Itumbiara, Título de Cidadão Itumbiarense e se sente um nato da cidade.
Charlles Máximo: Primeiramente fale de sua trajetória como profissional da comunicação a editor dono de jornal?
Edivam Martins: Comecei ainda rapazote no Jornal e Revista Evidência, do saudoso vereador e presidente da Câmara Municipal de Itumbiara, Raussendil Ferreira Borges.
Foi no jornal deste grande homem e político que iniciei e dispertei para mundo da comunicação. Não sabia eu que mais tarde viria a comandar um jornal na condição de dono.
Raussendil foi para mim um incentivador e professor que ensina, adverte e mostra o caminho a ser percorrido.
Eu fazia alguns contatos publicitários para o Raussendil, cuja linha editorial adotada por ele era a sociedade empresarial e classista, abria – se espaço para a ecologia e zona rural, também.
Ele inclusive foi quem me ensinou a criar um louyt de um jornal, ou seja, o esboço, o qual chamava de esqueleto. Era tudo feito a mão, desenhava – se a planta de um jornal, no próprio papel jornal, uma obra de arte, pode dizer assim.
Charlles Máximo: Teve passagens por outros jornais da cidade?
Edivam Martins: Sim, tive rápida passagem por outros jornais, mas nada que mereça destaque, a não ser por onde comecei atuando na área propriamente dita, no Evidência e no Jornal Folha de Noticias , o meu terceiro emprego, assim que cheguei a Itumbiara .
Fiquei dois meses no FN, na época era um jornal semanário em início de carreira e funcionava no Edifício Antares. Foi daí que Raussendil me descobriu e me levou para trabalhar no seu jornal e de onde aprendi tantas coisas da área da comunicação.
Charlles Máximo: O tempo passou e você fundou o seu primeiro jornal, o A Notícia. Como foi essa experiência?
Edivam Martins: A história do Jornal A Noticia é engraçada e carregada de dificuldades. Primeiro porque eu não tinha a experiência de um profissional da área e segundo não tinha a sabedoria de como lidar com uma empresa , muito menos de comunicação.Foi como dirigir um automóvel , sem saber dirigi-lo , na sorte e na coragem.
Sem recuso algum fundei o A Notícia, com apenas papel, caneta e um velho gravador de Voz. Estava eu me sentindo dono de jornal, mesmo não tendo nenhuma documentação de registro ou de abertura da própria firma, utópica estava também a estrutura funcional dessa empresa que havia acabado de criar. O meu quarto, a casa de um amigo, as dependências de órgãos públicos ou até mesmo o banco da praça, servia como referência para eu escrever as matérias ou encontrar alguém interessado em apoiar o projeto.
Sem ter habilidades com vendas de publicidades, sai pelo comércio da cidade oferecendo os espaços destinados aos anúncios. Até que certo dia já com algumas matérias redigidas - inclusive da Câmara Municipal que acabara de formar uma CEI para investigar denúncias administrativas da Gestão Cairo Batista, quando este exerceu o cargo de prefeito – fiquei sabendo através de um amigo que a empresa Dinâmica Veiculos, hoje Grupo Maudi, estaria realizando um evento, no qual a empresa, ia devolver dinheiro a consorciados, que só receberiam a grana no final de cada plano. Achei interessante e fui à solenidade. Chegando lá me apresentei e conversei com o senhor Alexandre Moreira Porto, Diretor Geral da Dinâmica Auto Motores, na época, que me apresentou para o senhor José Pedrosa Filho, Diretor Presidente da Dinâmica Consórcios, o qual me autorizou a fazer a reportagem .
Inicialmente confundiram com o Folha de Notícias devido a semelhança de nome que já detinha uma certa liderança no mercado, não ia eu esclarece-los que se tratava de um jornal novo sem identidade.
Pois bem, fiz a matéria que me pedira e publiquei em tamanho de uma pagina no jornal, com o titulo: “A seriedade de uma empresa Dinâmica”, era 9 de setembro de 1997.
Os diretores gostaram tanto do material que a classificou como a melhor reportagem a respeito do assunto feita por jornais locais e me pediram vários exemplares da edição para enviá-los a matriz, em Brasília.
E com este patrocínio, constitui a Edighil Comunicações e Representações Ltda , com sede no Edifício Antares , rua Dr Valdivino Vaz. Atualmente esta empresa não me pertence, vendi para um empresário local.
Tive muitos problemas financeiros, mas também ganhei experiência além do legado deixado pelo jornal nas inúmeras reportagens polêmicas editadas nas páginas p&b de A Notícia. Talvez tenha sido isto o motivo principal do curto período de vida do jornal que totalizaram 7 anos.
Não quero dizer com isso, que para ter sucesso nesta área, significa omitir a verdade ou só falar bem do Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário) muito ao contrário, ter sucesso, nesta área é saber falar bem de quem faz bem e transmitir a verdade limpa e sem distorção, sem bajular ou denegrir o Poder.
A imprensa existe não para bajular ou denegrir alguém e sim para transmitir e editar a verdade, esse é o papel.
Charlles Máximo: Como o Senhor vê a informação, a noticia, na mídia local?
Edivam Martins: Temos muito que aprender. Aqui se faz jornal achando que é instrumento de recado correio elegante ou um orkut cheio de mensagens de congratulações e parabéns para você, isso não é a missão de um jornal. Aqui se faz rádio achando que é uma sala de bate-papo, gente gritando, outros rindo, tudo na base do amadorismo. Horóscopo do dia, a sertaneja da parada, o resumo do que já foi, e aí por diante.
Cada veículo tem sua programação como bem entender e nela contida sua postura editorial e neste ponto abro um parêntese que vem ao encontro do profissional que trabalha com a informação: o jornalista, o editor-chefe, o redator, o locutor, o apresentador, o repórter, o comentarista e o colunista. O veiculo, a empresa de comunicação não pode e não deve impor sua editoria política, e a linha empresarial, a sufocar o pensamento jornalístico de seus integrantes, ou seja, dos profissionais da informação. A noticia é prioridade em qualquer tempo e circunstância. E nem os profissionais da informação devem produzir a noticia de forma maquiada, tendenciosa com fragmentos políticos, pessoais etc. A verdade deve ser dita e ela sempre aparece mais cedo ou mais tarde, ela aparece.
Eu ti pergunto: Onde está o erro profissional de um jornalista que escreve falando bem do Poder? Nenhum.
Onde está o erro profissional de um jornalista que denuncia com fundamento as mazelas do Poder? Nenhum.
Então a questão está na verdade pura sem maldade, seja ela falando bem de uma coisa boa ou a verdade de uma coisa que não está certa.
Infelizmente nossa cidade é desprovida de curso superior na área de Comunicação Social e não vejo ninguém preocupado com isso.
Charlles Máximo: Sua empresa sob seu comando e coordenação se tornou na cidade e região a principal referência em pesquisa de opinião pública ,especificamente as eleitorais pelo menos é o nome que apresenta maior credibilidade e confiança no setor ?
Edivam Martins: Quem gosta de ouvir a verdade, gosta da verdade, Quem gosta de ouvir a mentira, gosta da mentira. Eu gosto da verdade.
Sempre procurei ficar ao lado da verdade e como já disse ficar ao lado da verdade não quer dizer falar mal ou bem. A seriedade do nosso trabalho sempre foi e será a marca principal de toda e qualquer pesquisa que realizarmos.
Podem até duvidar do Edivam como administrador de jornal, não sou mesmo um grande administrador, estou sempre aprendendo, mas dificilmente encontrará alguém do meio político que colocará em cheque a nossa honestidade e competência para o exercício da coordenação dos trabalhos de pesquisas. Não sou estatístico, sou dono do Instituto. Sou um apaixonado por números, gosto de pesquisa e acho que é a mais exata das informações. Realizo os trabalhos mesmo tendo uma estrutura pequena, isso não é problema, já vi grandes institutos cometerem grandes erros.
Charlles Máximo: O seu Instituto de Pesquisa não erra?
Edivam: Eu não disse isso. Admitimos erros, sim, claro. O Erro tem que ser técnico, não há outra forma de errar a não ser técnico, dentro de uma margem de erro que trabalhamos em cada amostra pesquisada. Errar tecnicamente é diferente de errar propositalmentente e isso não fazemos, nem em sonho.
Pode acontecer também dependendo da metodologia aplicada numa pesquisa haver diferenças fora da margem de erro. Neste caso, falo pelo Instituto CALCULUS, se vir acontecer tais diferenças, elas estão ligadas ao dia da coleta da pesquisa ao dia da divulgação, daí surge um intervalo ou até mesmo surgir um fato relevante, ocorrido após a coleta, somente estes fatos podem explicar um erro maior, fora disso não há “jeitinho”, um pontinho a mais para um só porque é bonzinho, bonitinho ou riquinho. O candidato que pensar desta maneira para conosco, pode retirar sua candidatura.
Charlles Máximo: Como analisa a administração do prefeito Zé Gomes?
Edivam Martins: Nunca fui de bajular governo, vereador ou prefeito. O governante tem que governar para o povo, seu poder vem do povo, tudo que fizer estará fazendo para o povo que o elegeu. Se o prefeito está fazendo varias obras e tem uma administração presente e transparente, ele está fazendo para o povo. Se não está fazendo, ele está contra seu próprio governo e contra o povo.
Eu vejo o prefeito Zé Gomes, fazendo para o povo e não desfazendo do povo.
Zé Gomes mudou e para melhor a cidade de Itumbiara que vive outros tempos. Sua administração é dinâmica e eficiente. Há falhas, digo até, falhas corrigíveis como: na área da Saúde que ouve um avanço estrutural, porém existem reclamações por falta da eficiência dessa estrutura; e no tocante a política de industrialização do município. È preciso que seu governo captanie grandes investimentos empresariais, adote de fato uma política viva de atração de novas industrias e mercado, para que a cidade não venha perder posição no ranking dos municípios mais competitivos do Estado. Temos que galgar posição e só galga se tiver uma economia forte e competitiva.
Charlles Máximo: Que projetos o Jornal do Estado têm para 2008?
Edivam Martins: Antes quero dizer o ano de 2007 foi muito generoso para conosco, deu-nos alegria e revigoramos nossas forças que se encontrava enfraquecidas diante alguns fatos políticos já resolvidos. O ano de 2007 podemos dizer que foi o ano da volta do entusiasmo em querer fazer jornal, o ano da parceria, o caminho de uma estrada longa que se abre em 2008 cheia de esperança e mais confiança.
Quero fazer um agradecimento todo especial ao amigo Ernando Lopes, pessoa que admiro e respeito e grande responsável por esse estado de espírito que tenho hoje em ver o projeto Jornal do Estado caminhar diferente do então extinto Jornal A Noticia.
Ressalto que o Jornal do Estado, não é um projeto gerador de conflitos e nem de confrontos e sim de um jornal semanário para atender Itumbiara e toda Região. Não faço e não tenho projeto sustentado em questões pessoais, de competir com A ou B, a qualquer preço, agindo de forma vulgar. Sou do principio de que o pequeno pode ser grande através de uma trajetória planejada e séria, e não pautada na ousadia cega e intempestiva enraizada no puro ego pessoal.
Este ano colocamos nosso site no ar: www.jornaldoestadoweb.com.br, o qual é atualizado diariamente. Um portal de noticias que em minha opinião todo jornal tem que ter, não somos diário e temos isso explica o que eu quero dizer: empresa tem que ter planejamento profissional política de crescimento equilibrada. Agora em fevereiro colocaremos no ar o novo site do jornal totalmente remodelado, com novo design e interatividade, é o segundo passo que estamos dando no mundo da internet.
Começamos o ando bem graças a Deus. Estamos montando nossa sede na Avenida Trindade 550 centro, dotando-a de todas as condições de trabalho de forma que a nossa equipe possa desenvolver com maior produtividade as atividades.
Charlles Máximo: Em termos de material humano como o Jornal está se preparando para 2008, já que é um ano político?
Edivam Martins: Posso Garantir para você que estamos compondo as melhores cabeças. Dentro desse projeto de crescimento estão conosco nomes conhecidos do meio profissional como por exemplo: o publicitário e artista plástico, Edson Vasco que executará um trabalho de melhoramento da imagem do jornal e posterior o gerenciamento de marketing de campanha política, isso é um trabalho do profissional Edson Vasco que passa ser nosso Articulador em marketing político e eleitoral.
Para o Departamento Comercial recebemos a adesão da agente publicitária Néci Dourado que assume toda a área de vendas de anúncios do jornal. Neci estava insatisfeita na empresa que trabalhaval e resolveu aceitar a nossa proposta de trabalho.
Outros profissionais também vão compor a equipe JE como o webmaster e arte finalista Tiago Gonçalves, o jornalista Lauro Ferrão também abraça o trabalho de Edson Vasco que é nosso parceiro. Tom Oliveira publicitário e graduado em Ciência Política e com experiências em marketing político eleitoral, reforça a equipe
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